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Composição do tecido ósseo

É o osso composto por uma fração inorgânica e outra orgânica. A fração inorgânica ou não protéica representa cerca de 50% do peso da matriz óssea sendo composta, principalmente, por íons de fosfato e cálcio. Outros íons como bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato também estão presentes, porém, em pequenas quantidades.

O cálcio e fosfato estão depositados no tecido ósseo sob a forma de cristais que, aos estudos de difração ao Raio X mostram ter a estrutura da Hidroxiapatita. Estes cristais se alojam ao longo das fibras colágenas e são envolvidos por uma substância fundamental amorfa.

A parte orgânica da matriz óssea é formada por fibras colágenas representando (95%) de toda a matrix e sendo responsável pela capacidade plástica do osso.

A associação de hidroxiapatita (parte inorgânica) com as fibras colágenas (parte orgânica) é responsável pela dureza e resistência características do tecido ósseo.

A manutenção dos níveis normais de cálcio sanguíneo depende das ações de dois hormônios, que agem antagônicamente no osso: O Paratormônio, que provoca a mobilização do cálcio através de uma reabsorção óssea, enquanto que a Calcitonina age suprimindo a mobilização do cálcio do osso.

Durante o período de menopausa entram em jogo outros fatores, sendo que o papel do estrógeno é fundamental. Estudos realizados em vitro demonstraram a existência de receptores para estrógenos tanto ao nível dos osteoblastos, quanto dos osteoclastos. Atuam eles tanto no mecanismo de morte celular (apoptose osteoclastica) quanto nos processos de absorção de cálcio pelo intestino, quanto na reabsorção tubular renal deste íon.

Dentro da dinâmica e do processo de crescimento do esqueleto podemos considerar três fases distintas.

A primeira, denominada modelação óssea ou etapa de crescimento, onde a atividade osteoblastica é mais intensa; será a base do crescimento ósseo longitudinal e persistindo até a adolescência.

 

ATIVIDADE OSTEOBLÁSTICA > ATIVIDADE OSTEOCLÁSTICA.

 

A segunda, denominada fase de remodelação, que permanecerá por toda a vida e que requer um equilíbrio entre a fase de formação e destruição dando, como resultado, uma renovação da micro arquitetura óssea. Qualquer desequilíbrio nesta fase será responsável pela alteração da resistência óssea, fato este que ocorre em diversas condições patológicas como a osteoporose pós-menopausa, onde a atividade osteoclastica é mais intensa.

 

ATIVIDADE OSTEOBLÁSTICA = ATIVIDADE OSTEOCLÁSTICA.

 

A terceira denominada de fase de envelhecimento do tecido ósseo onde devido a diminuição de diversos tipos de estímulo, dentre os quais os hormonais, existe uma perda de tecido ósseo podendo ocorrer a Osteoporose.

 

ATIVIDADE OSTEBLÁSTICA < ATIVIDADE OSTEOCLÁSTICA.

 

Dr. Antonio Carlos Novaes (Reumatologista)
Assistente Estrangeiro da Fac. de Med. de Paris